50% das migrações para cloud em empresas brasileiras enfrentam estouro de orçamento ou prazo, segundo relatórios de mercado. A causa quase sempre é a mesma: pular etapas. Veja o roteiro completo.

1. Discovery e Assessment

Primeira etapa, dura 4-6 semanas:
• Inventário completo do ambiente atual (servidores, aplicações, integrações, dependências)
• Análise de utilização real (CPU, memória, IOPS, rede)
• Mapeamento de licenças (Microsoft, Oracle, banco de dados)
• Avaliação de compliance e dados sensíveis
• Análise de custos atuais (CapEx + OpEx)

Ferramentas: AWS Application Discovery Service, Azure Migrate, CAST Highlight. Output: relatório técnico com recomendações.

2. Estratégia 6Rs

Para cada aplicação, define-se o caminho de migração (estratégia "6Rs"):

Rehost (lift-and-shift): VM no on-prem vira VM na cloud, sem mudanças. Mais rápido, menos eficiente.
Replatform (lift-tinker-shift): pequenas otimizações ao migrar (banco gerenciado, container).
Refactor: reescrever para arquitetura cloud-native (microsserviços, serverless). Demora mais, ganho maior.
Repurchase: trocar para SaaS equivalente (ex: Exchange on-prem → Microsoft 365).
Retire: aposentar aplicação não usada.
Retain: manter on-premise (compliance, latência).

Tipicamente, projeto real combina várias estratégias para diferentes aplicações.

3. Arquitetura de destino

Define-se o ambiente cloud:
Provedor: AWS, Azure, GCP, OCI, ou multi-cloud
Regiões: São Paulo é padrão para Brasil (compliance, latência)
Topologia de rede: VPCs/VNets, subnets, conectividade com on-prem (Direct Connect, ExpressRoute)
Identidade: federação com Active Directory existente
Segurança: WAF, GuardDuty/Sentinel, KMS para chaves
Backup e DR: RPO/RTO definidos, DRaaS
Observabilidade: CloudWatch/Monitor, logs centralizados

Bom design economiza 30-50% em custos operacionais ao longo de 3 anos.

4. Pilot e Wave Planning

Não migre tudo de uma vez. Estratégia em ondas:

Wave 1 (Pilot): 1-3 aplicações de baixo risco para validar processo
Wave 2-3: aplicações de complexidade média
Wave 4+: sistemas críticos (por último, com confiança no processo)

Cada wave dura 4-8 semanas. Ao fim de cada uma: postmortem, ajuste de processo, validação de custo real vs estimado.

5. Execução técnica

Para cada aplicação migrada:
• Provisionamento via IaC (Terraform, CloudFormation, ARM)
• Migração de dados (AWS DMS, Azure DMS, ferramentas de replicação)
• Cutover planejado em janela de baixo uso
• Testes de regressão automatizados
• Rollback documentado e testado

Squad bodyshop especializado em migração tipicamente entrega 5-15 aplicações por mês, dependendo da complexidade. Veja nosso serviço de migração para cloud.

6. FinOps e governança

Cloud sem governança financeira escala em custo descontroladamente. FinOps é a disciplina que combate isso:

Tagging obrigatório em todos os recursos (centro de custo, projeto, owner)
Reservas e Savings Plans para cargas previsíveis (economia 30-50%)
Spot instances em workloads tolerantes (economia 70-90%)
Rightsizing automático de instâncias (Compute Optimizer)
Detecção de waste (volumes não usados, snapshots órfãos)
Chargeback/showback por área de negócio

Ferramentas: AWS Cost Explorer, Azure Cost Management, CloudHealth, Densify. Permitem economia real de 20-40% em ambientes maduros.

7. Operação contínua

Após migração, operação cloud é diferente do on-prem:
Imutabilidade: não se "consertar" instâncias, recria-se
Automação total: manual deploy é antipattern
Observabilidade nativa: métricas, logs, traces integrados
Segurança shift-left: DevSecOps com scan em pipelines
Custo é product: dev e ops responsáveis pelo OpEx que geram

Para operar cloud com maturidade, considere nosso serviço de gestão cloud.

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