"Faz pentest aí?" — pergunta comum em RFPs de segurança em 2026. Mas há muita variabilidade entre fornecedores: alguns entregam scan automatizado disfarçado de pentest, outros entregam análise profunda real. Veja como diferenciar.

O que é pentest (e o que não é)

Pentest (Penetration Test) é a simulação controlada de ataques contra sistemas, com objetivo de identificar vulnerabilidades antes de atacantes reais explorarem.

Não é a mesma coisa que:
Vulnerability Scan: ferramenta automatizada (Nessus, Qualys) varre por vulnerabilidades conhecidas. Mais barato, menos profundo. Boa prática mensal/trimestral.
Auditoria de código: revisão de código fonte por boas práticas. Importante mas diferente.
Red Team: exercício de longa duração que simula adversário avançado. Pentest é mais focado e curto.

Pentest combina ferramentas + análise manual de especialista por dias/semanas.

Tipos: Black-box, Grey-box, White-box

Black-box: pentester não tem informação prévia. Simula atacante externo. Demora mais, custa mais, encontra menos. Bom para validar postura externa real.

Grey-box: pentester recebe credenciais válidas (usuário comum). Simula insider/atacante que comprometeu credenciais. Equilibra realismo e profundidade.

White-box: pentester recebe documentação, código fonte, arquitetura. Encontra mais vulnerabilidades em menos tempo. Bom para validar antes de produção.

Programa maduro combina os três ao longo do ano. Apenas black-box é insuficiente.

O que pentestar

Escopos comuns:
Aplicação web: mais comum, foca em OWASP Top 10 (injeção, autenticação, XSS, etc)
Aplicação mobile: iOS e Android, análise estática + dinâmica
API: RESTful, GraphQL, autenticação, autorização
Infraestrutura externa: superficie de ataque pública, services expostos
Infraestrutura interna: simula atacante já dentro da rede
Engenharia social: phishing, vishing, tentativa física
Wi-Fi corporativo: WPA2/WPA3, fragilidades de configuração
Cloud: AWS, Azure, GCP — IAM, exposição de buckets, etc

Programa maduro: pentest semestral em escopos diferentes.

Frequência e momentos chave

Quando fazer pentest:
Semestralmente em sistemas críticos
Antes de cada release maior em aplicações web/mobile
Após mudanças significativas de arquitetura
Antes de auditoria ISO 27001 ou recertificação
Antes de fechar contratos com clientes que exigem
Após incidente de segurança (validar correções)
Anualmente em todos os ativos de exposição externa

Custos no Brasil 2026

Aplicação web simples: R$ 15k-35k
Aplicação web complexa (e-commerce, fintech): R$ 30k-80k
API completa: R$ 20k-50k
Infraestrutura externa (até 50 IPs): R$ 12k-30k
Infraestrutura interna (até 200 hosts): R$ 35k-90k
Mobile (iOS + Android): R$ 25k-60k
Engenharia social (phishing controlado): R$ 8k-25k
Cloud audit (AWS/Azure): R$ 30k-80k

Variação enorme entre fornecedores — alguns fazem por R$ 5k entregando scan disfarçado. Cuidado.

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Como escolher fornecedor

Critérios essenciais:
☐ Equipe com certificações reconhecidas: OSCP, OSCE, CEH, GPEN
☐ Cases verificáveis (sob NDA, mas verificáveis)
☐ Metodologia clara: PTES, OWASP, NIST SP 800-115
☐ Relatório técnico com PoC reproduzível
☐ Calls de explicação técnica das vulnerabilidades encontradas
☐ Sugestões de remediação concretas (não só "implementar autenticação forte")
☐ Retest gratuito após correções
☐ NDA mútuo
☐ Prazo de execução compatível com profundidade prometida
☐ Foco em pessoas (analistas) — não só ferramentas automatizadas

Fuja de quem entrega "pentest" em 3 dias por R$ 5k. Não é pentest real.

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